Uma auditoria financeira revelou a dívida do Comercial: 42 milhões de reais. Este valor total inclui débitos acumulados desde os anos 1980 até julho de 2025. Com negociações, o montante pode cair para cerca de 25 milhões de reais. O Conselho Deliberativo do clube aponta a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) como a principal saída para essa situação.
Gustavo Guerra, presidente do Conselho Deliberativo, apresentou os dados da auditoria. Ele explicou que os 42 milhões de reais representam o valor total sem qualquer tipo de acordo. Esta cifra abrange pendências com o município, FGTS, previdência, além de processos trabalhistas e cíveis. No entanto, se o clube conseguir negociar, especialmente a dívida do Comercial com o fisco e outras partes, o valor final pode cair para 25 milhões de reais. Guerra ressaltou que este é o montante que o clube buscará negociar caso a SAF se concretize. Os números da auditoria são públicos e, segundo o dirigente, a divulgação pode atrair parceiros e investidores interessados em ajudar o Comercial. Ele comparou a dívida do clube com a de outras equipes, afirmando que ela não é tão alta.
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Entenda a Dívida do Comercial e Suas Origens
A dívida do Comercial não é recente. Ela se formou ao longo de décadas, acumulando diversos tipos de pendências financeiras. Desde impostos municipais até contribuições para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e previdência, o clube enfrentou desafios em várias frentes. Além disso, processos na justiça do trabalho e ações cíveis contribuíram para o aumento desse passivo. Portanto, o levantamento oferece uma base clara para qualquer negociação futura.
O Conselho Deliberativo, liderado por Gustavo Guerra, explora várias opções para lidar com a dívida. Entre elas estão a recuperação judicial e o regime centralizado de execução. Contudo, a SAF surge como a principal aposta para a sustentabilidade financeira do Comercial. Guerra esclarece que o clube tem condições de seguir sem a SAF, mas precisaria de um plano robusto para levantar os recursos necessários.
A SAF Pode Mudar o Cenário da Dívida do Comercial?
A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) representa uma mudança estrutural na gestão do clube. Ao transformar-se em SAF, o Comercial pode atrair investimentos externos e, assim, ter mais capacidade para quitar a dívida do Comercial. Este modelo oferece uma gestão mais profissional e transparente, que pode gerar confiança em potenciais investidores. Além disso, a injeção de capital permitiria ao clube reestruturar suas finanças e investir no futebol. O objetivo é criar um caminho mais seguro e previsível para o futuro do time.
Por exemplo, o clube estuda usar os boxes do estádio como garantia para acordos na Justiça. Com isso, o Comercial liberaria cotas da Federação Paulista de Futebol (FPF) e de patrocinadores. No entanto, a busca pela SAF continua sendo a prioridade. Ela é vista como a “salvação” a longo prazo. Assim, enquanto a SAF não se concretiza, o clube movimenta-se para organizar suas finanças.
No contexto político do clube, o Conselho já planeja as próximas eleições. A votação para a direção executiva deve acontecer nos dias 20 ou 21 de agosto. O edital para o pleito tem previsão de publicação em 1º de agosto. Até a eleição, Wesley Rios assume a presidência do clube de forma interina. Ele substitui Antônio Campanelli, que renunciou ao cargo na semana anterior. Essa transição ocorre em um momento crucial, onde o foco está na resolução da dívida e na busca por um modelo de gestão que garanta a estabilidade do Comercial.
