Papa Leão XIV critica Trump: Entenda as tensões desde 2015

Entenda as críticas do Papa Leão XIV a Donald Trump desde 2015, focando em imigração e políticas sociais. Uma história de desentendimentos.

A relação entre o Papa Leão XIV e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostra uma história de desentendimentos. As tensões não são recentes e já existiam antes mesmo de sua eleição como pontífice. O Papa Leão XIV critica Trump abertamente, principalmente sobre temas de imigração e políticas sociais. Esta postura se manifesta desde 2015, quando o então cardeal Robert Prevost já demonstrava sua posição contrária às ideias do político norte-americano.

Recentemente, o Papa Leão XIV declarou não ter medo de Trump, após o republicano o chamar de fraco. Essa troca de farpas aconteceu depois que o pontífice manifestou apoio ao povo libanês e pediu um cessar-fogo no Oriente Médio. Este episódio apenas reforça a longa trajetória de divergências entre as duas figuras públicas, que se estende por anos e abrange diferentes assuntos.

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A Origem das Críticas do Papa Leão XIV a Trump

As manifestações do atual Papa Leão XIV começaram a surgir com a ascensão política de Donald Trump. Em 2015, durante a campanha presidencial nos Estados Unidos, o então cardeal Robert Prevost compartilhou um texto do cardeal Timothy Dolan. Este artigo apontava problemas na retórica anti-imigração usada pelo candidato Trump. Assim, fica claro que o posicionamento do Papa Leão XIV critica Trump desde os primeiros momentos de sua carreira política de destaque.

Após a eleição de Trump em 2016, a postura crítica continuou. Leão XIV divulgou uma homilia do arcebispo José Gomez. Este texto falava sobre o medo das famílias migrantes e afirmava que os Estados Unidos tinham capacidade de agir de forma melhor. A preocupação com os imigrantes é um ponto central nas manifestações do pontífice. Além disso, mostra a consistência de suas opiniões ao longo do tempo.

Papa Leão XIV e a Defesa dos Imigrantes

Em abril de 2025, antes de se tornar Papa Leão XIV, o cardeal Robert Prevost repostou um conteúdo relevante. O material tratava de um encontro entre Trump e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele. A discussão girava em torno de um migrante deportado de forma considerada inadequada. O texto republicado incluía perguntas do bispo Evelio Menjivar, que questionava a falta de sensibilidade para com o sofrimento dos migrantes, com frases como: “Você não vê o sofrimento? Sua consciência não se comove? Como pode permanecer em silêncio?”. Esta foi a última publicação antes de sua eleição como Papa.

Em 2017, já no primeiro mandato de Trump, o tema da imigração voltou à tona. O Papa Leão XIV compartilhou opiniões em defesa dos “Dreamers”. Estes são jovens imigrantes que foram levados aos Estados Unidos ainda crianças. Ele também criticou declarações de Trump, como a expressão “bad hombres”. Líderes religiosos associaram essa frase a um incentivo ao racismo e ao nativismo. Portanto, a defesa dos direitos humanos e a crítica a falas que incitam a discriminação são pontos constantes na abordagem do pontífice.

Outras Críticas do Papa Leão XIV a Figuras do Governo Trump

As críticas do Papa Leão XIV não se limitaram apenas a Donald Trump. Em fevereiro de 2025, o então cardeal compartilhou um artigo que criticava o vice-presidente JD Vance. Vance havia defendido uma interpretação específica do amor cristão, conhecida como “ordo amoris”, que sugeria uma hierarquia no amor ao próximo. O texto repostado pelo cardeal afirmava claramente: “JD Vance está errado: Jesus não nos pede para classificar nosso amor pelos outros”. Essa posição se contrapôs diretamente à ideia apresentada pelo vice-presidente em uma entrevista. Assim, o Papa Leão XIV critica Trump e seus aliados quando suas visões divergem dos princípios cristãos de igualdade e compaixão.

A postura do Papa demonstra uma preocupação contínua com a forma como líderes políticos abordam questões sociais e morais. Em suma, a atuação do Papa Leão XIV se caracteriza por um engajamento ativo em defesa dos mais vulneráveis e pela crítica a discursos que possam promover a exclusão ou a falta de empatia. Ele usa suas redes sociais e declarações públicas para se posicionar, mostrando que a voz da Igreja, em sua visão, deve ser ouvida em debates sociais importantes.