Trump critica Papa Leão XIV e sua postura na Igreja Católica

Donald Trump critica o Papa Leão XIV, chamando-o de "fraco" e acusando sua postura de prejudicar a Igreja Católica. O ex-presidente também fez alegações sobre a nomeação do pontífice.

Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou abertamente o Papa Leão XIV. Em publicações na sua rede social, Trump afirmou que o pontífice é “fraco” e que sua postura causa danos à Igreja Católica. Ele ainda disse preferir o irmão do líder religioso. Trump também não quer um “Papa que ache tudo bem o Irã ter uma arma nuclear”.

Trump critica Papa Leão XIV por postura e política

As declarações de Trump vieram em um momento de tensões. Ele publicou no Truth Social. Disse que o “Papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa”. Além disso, o presidente dos EUA sugeriu que o Papa só ocupa sua posição atual por causa de sua presidência. Segundo Trump, Leão deveria ser grato. A escolha do Papa foi uma “surpresa chocante”. Ele não estava em nenhuma lista para se tornar Papa. Contudo, a Igreja o escolheu por ser americano. Eles pensaram que essa seria a melhor forma de lidar com Donald J. Trump. Portanto, Trump declarou: “Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano.”

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Esta visão mostra a percepção de Trump sobre a influência de sua presidência em assuntos globais. Isso inclui a liderança religiosa. As críticas não pararam por aí. O presidente americano também reclamou de reuniões do Papa Leão XIV com figuras que ele considera “simpatizantes de Obama”. Um exemplo é David Axelrod, a quem chamou de “PERDEDOR da esquerda”. Axelrod, de acordo com Trump, seria um dos que desejavam a prisão de fiéis e membros do clero.

Por fim, Trump aconselhou o Papa a “se recompor como Papa, usar o bom senso”. Ele também pediu para parar de agradar a esquerda radical e focar em ser um grande Papa — não um político. Ele argumentou que essa postura está prejudicando muito o próprio pontífice. Mais importante, ela está prejudicando a Igreja Católica.

A visão de Trump sobre a nomeação do Papa

A percepção de Donald Trump sobre a nomeação do Papa Leão XIV é um ponto central em suas críticas. Ele acredita que a Igreja Católica o escolheu para o papado. Para Trump, essa foi uma estratégia para se relacionar com sua administração. Assim, esta alegação levanta questões sobre a independência da Igreja e a influência política nas decisões internas. De fato, a fala de Trump sugere uma visão de que ele é uma figura central. Ou seja, até a escolha de um Papa foi influenciada por sua presença no poder. Além disso, a crítica à “esquerda radical” demonstra a polarização política que Trump tenta trazer para o debate religioso.

Papa Leão XIV e os apelos por paz

Enquanto recebia críticas de Trump, o Papa Leão XIV manteve seu foco nos apelos por paz global. Neste domingo, o pontífice expressou sua proximidade com o “amado povo libanês”. Ele pediu um cessar-fogo imediato. O conflito no Oriente Médio já entrava em sua sétima semana. Falando após a oração Regina Caeli, o Papa destacou uma “obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos atrozes da guerra”. Além do Líbano, ele lembrou a guerra na Ucrânia. O Papa manifestou esperança de que a comunidade internacional não perca o foco nesse conflito.

Adicionalmente, o Papa Leão XIV abordou a situação no Sudão. Antes de uma viagem de 10 dias à África, ele pediu que as partes em conflito iniciassem um “diálogo sincero”. A viagem do Papa à África começa na segunda-feira, 13 de abril. Ela inclui visitas a quatro países. O objetivo é ambicioso: instar líderes mundiais a atenderem às necessidades do continente. A África abriga mais de um quinto dos católicos mundiais. Este esforço sublinha a preocupação do pontífice com regiões afetadas por conflitos e necessidades humanitárias.

A viagem do Papa à África

A jornada do Papa Leão XIV pela África representa um compromisso significativo com a paz e o desenvolvimento. A visita a quatro países africanos visa chamar a atenção global para as urgências do continente. Ele busca mobilizar líderes para apoiar as populações locais. É importante notar que a África abriga uma parcela considerável de católicos. Isso torna a visita ainda mais relevante para a Igreja. Portanto, a agenda do Papa demonstra uma prioridade clara em questões humanitárias e sociais, independentemente das críticas políticas que possa receber.

Minutos após suas declarações, Trump publicou uma imagem gerada por inteligência artificial. A foto o retratava com uma túnica branca, abençoando um homem doente. A imagem também exibia símbolos americanos como a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, caças de guerra, uma aeronave espacial e gaviões. Esta publicação visual complementou suas críticas ao Papa, reforçando sua própria imagem como líder.