Ciclistas no Rio de Janeiro enfrentam um cenário complicado nas ruas da cidade. Um estudo recente aponta que muitas das vias principais do Rio reúnem alta velocidade. Elas também têm pouca estrutura para quem anda de bicicleta, patinete ou ciclomotor. Contudo, especialistas ligam o alerta sobre os perigos diários para esses usuários.
A situação fica ainda mais preocupante com um novo decreto municipal. Ele regulamenta a circulação desses veículos. Apesar de querer mais segurança, o decreto pode, na prática, forçar os usuários a irem para ruas mais rápidas e arriscadas. Isto acontece porque o texto muda a classificação de alguns veículos, proibindo-os em ciclovias. Consequentemente, as opções de trajeto seguro diminuem para os ciclistas no Rio.
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Marina Baltar, professora da Coppe/UFRJ, explica a questão. “É preciso ver as rotas mais usadas e se elas têm estrutura para bicicletas”, disse ela. “Onde não há essa estrutura, o ciclista realmente fica mais exposto.” Além disso, ela ainda comenta que, com as bicicletas elétricas, as pessoas percorrem distâncias maiores. No entanto, a falta de segurança pode até fazer alguém trocar a bicicleta por um carro ou moto, meios menos sustentáveis.
O que a pesquisa revela sobre os Ciclistas no Rio
Um levantamento feito pelo g1, com dados da Prefeitura do Rio, mostra a realidade. De fato, das 105 ruas avaliadas, a maioria apresenta riscos. Quarenta e três delas foram classificadas como de “segurança crítica”. Vinte e quatro receberam a classificação de “baixa segurança”. Trinta e cinco vias ficaram com “segurança moderada”. Apenas três vias foram consideradas de “alta segurança”, o que é um número baixo.
Os números também destacam a falta de infraestrutura. Sessenta e sete ruas não têm nenhuma estrutura para bicicletas. Somente onze vias contam com ciclovia. Seis têm ciclofaixa e vinte e uma possuem faixa compartilhada. Desse modo, a maior parte das ruas não oferece proteção adequada aos ciclistas no Rio.
Como foi feito o mapa de segurança para Ciclistas no Rio
A pesquisa usou informações do portal Data.Rio. O g1 analisou 105 vias em todas as regiões da cidade. Por exemplo, foram 37 na Zona Sul, 13 no Centro, 31 na Zona Norte e 24 na Zona Oeste. O estudo priorizou ruas com muito movimento e que ligam bairros importantes. Além disso, a classificação cruzou dois fatores: o limite de velocidade e a existência de infraestrutura para bicicletas.
Classificações de segurança para Ciclistas no Rio
Vias com velocidade alta e sem proteção entraram na categoria de “segurança crítica”. Este perfil é comum nas principais ligações urbanas. Ruas com limite de até 40 km/h, mas sem ciclovias, foram classificadas como de “baixa segurança”. Por outro lado, vias com limite de velocidade igual ou maior que 40 km/h, mas com estrutura cicloviária, tiveram “segurança moderada”. Finalmente, as vias com limite de velocidade abaixo de 40 km/h e boa estrutura cicloviária receberam a classificação de “alta segurança”.
Em suma, o levantamento expõe a vulnerabilidade dos ciclistas no Rio. É crucial que as políticas públicas considerem esses dados para criar um ambiente mais seguro. A segurança nas ruas para quem usa modais alternativos beneficia a todos. Além disso, incentiva o uso de transportes mais ecológicos na cidade.
