Famílias em Itaperuna enfrentam sérios obstáculos para conseguir o acesso ao tratamento de autismo. Mesmo depois de um dia dedicado à conscientização, a realidade para muitos pais e responsáveis na cidade do Noroeste Fluminense é de espera e dificuldades. Crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) precisam de acompanhamento constante com diferentes profissionais, como psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Contudo, a rede pública não tem conseguido atender a essa demanda, deixando as famílias em uma situação complicada.
A Luta Diária pelo Acesso ao Tratamento de Autismo em Itaperuna
A falta de suporte adequado afeta diretamente a rotina das famílias. Muitas precisam se desdobrar para conciliar o cuidado com os filhos e outras tarefas do dia a dia. Além disso, enfrentam deslocamentos e custos. A espera por consultas, terapias e medicamentos se torna uma realidade constante. Por exemplo, a professora Dayana Priscila Campos Genuíno aguarda há meses por atendimento, mesmo com uma decisão judicial que garante o fornecimento de remédios para seu filho. Essa situação mostra a urgência do problema e a carência no acesso ao tratamento de autismo.
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Outro caso é o de Sara Nunes de Oliveira, mãe de Enzo, um garoto de 10 anos. Ele recebeu o diagnóstico de autismo grau 1 há cerca de três anos. Apesar de ser um nível considerado mais leve, Sara relata que os desafios no desenvolvimento e na busca pelo tratamento adequado continuam grandes. A necessidade de um acompanhamento contínuo é clara para o desenvolvimento de crianças com TEA. Portanto, o acesso a esses serviços é crucial para a qualidade de vida e a inclusão social.
Desafios da Rede Pública e o Papel das Associações
A alta procura e a capacidade limitada da rede pública de saúde fazem com que parte do atendimento seja assumida por associações locais. Em Itaperuna, uma dessas instituições oferece apoio a crianças e seus familiares. No entanto, mesmo essas associações enfrentam problemas. A falta de recursos e o aumento constante da demanda dificultam a manutenção dos serviços. Assim, a situação se agrava, pois a principal alternativa também opera no limite.
Direitos e a Necessidade de Mais Investimento
Profissionais da área destacam a importância do acompanhamento. Ele ajuda no desenvolvimento das crianças com TEA, melhora sua qualidade de vida e favorece a inclusão social. Muitas famílias também procuram informações sobre direitos legais. Eles incluem benefícios sociais, prioridade em atendimentos e políticas de inclusão. Diante deste cenário, famílias, profissionais e a sociedade civil pedem mais investimentos. Eles querem a ampliação dos serviços no município e um olhar mais atento do poder público para garantir o acesso ao tratamento de autismo e melhores condições de vida para essas pessoas.
