O Estreito de Ormuz voltou a ser o centro das atenções globais. O Irã, recentemente, decidiu bloquear novamente esta importante passagem marítima. A medida surgiu após acusações de que Israel teria violado um acordo de cessar-fogo. Diante deste cenário, Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, fez uma declaração significativa. Ele afirmou que muitos navios-tanque vazios estão a caminho dos EUA. Eles vão carregar petróleo e gás.
Trump usou a rede social Truth Social para divulgar a informação. Ele ainda enfatizou a capacidade energética americana. Segundo Trump, os EUA possuem mais petróleo de qualidade superior. Eles superam as duas maiores economias petrolíferas seguintes juntas. Esta fala acontece em um momento delicado. Autoridades de alto escalão dos EUA e do Irã se encontram em Islamabad, no Paquistão. Eles buscam acordos de paz.
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O Bloqueio do Estreito de Ormuz e Suas Razões
A decisão do Irã de fechar o Estreito de Ormuz não é isolada. Teerã alega que existem condições que Washington precisa aceitar antes de qualquer negociação direta para encerrar a guerra, que já dura seis semanas. Além disso, a reabertura do estreito era uma das condições impostas por Trump para o cessar-fogo com o Irã. No início da semana, Trump já havia criticado a ideia de o Irã cobrar taxas de navios que atravessam a região. Esta área, vale lembrar, é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo mundial.
Inicialmente, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas, o estreito foi reaberto. Isso aumentou o fluxo de navios na região. Contudo, a situação mudou rapidamente. O Irã voltou a fechar a passagem marítima. O motivo apontado foram os ataques de Israel ao Líbano, que, segundo Teerã, não faziam parte do acordo inicial mediado pelos EUA. Portanto, a instabilidade na região persiste, gerando incertezas no mercado global.
Desafios na Reabertura do Estreito de Ormuz
A situação no Estreito de Ormuz é complexa. De acordo com autoridades do governo Trump, há um obstáculo técnico para a reabertura total. O país persa não teria condições de reabrir completamente o estreito porque não sabe onde estão todas as minas navais que colocou no local durante o conflito. Esta informação foi publicada pelo jornal “The New York Times”. Isso adiciona uma camada de perigo e dificuldade para qualquer tentativa de normalizar o tráfego marítimo.
As declarações de Trump sobre o desempenho do Irã na região continuam. Em outra publicação na Truth Social, ele afirmou que o Irã está fazendo um “trabalho muito ruim” e “desonroso” no Estreito.
A Posição do Irã sobre o Tráfego no Estreito
Em contrapartida, Saeed Khatibzadeh, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, declarou que o estreito estava aberto, porém com restrições de passagem. O Irã também alertou para o risco de minas navais. Informou que a Guarda Revolucionária estaria coordenando o tráfego marítimo no local. Assim, a navegação na área permanece sob vigilância e com cautela.
A crise no Estreito de Ormuz, portanto, é um reflexo das tensões geopolíticas. A interrupção da oferta global de energia alcança proporções históricas. O mundo observa atentamente os próximos passos das negociações de paz e as ações dos países envolvidos.
