A justiça do Rio de Janeiro avança no caso do homicídio de Fernando Iggnácio. Recentemente, um ex-policial militar foi condenado por envolvimento no crime. No entanto, o processo não terminou. Outras cinco pessoas, incluindo Rogério Andrade, ainda respondem na Justiça por este assassinato. Assim, este artigo detalha os desdobramentos e quem são os réus que seguem no banco dos acusados.
Rodrigo Silva das Neves, um ex-PM que estava preso desde 2021, recebeu uma condenação por homicídio triplamente qualificado. Ele foi acusado de participação no assassinato de Fernando Iggnácio, ocorrido em 2020. Portanto, esta decisão marca um passo importante para o Ministério Público, mas a investigação e os julgamentos continuam.
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Pedro Emanuel D’Onofre Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Cordeiro, irmãos, seriam julgados junto com Rodrigo. Contudo, a defesa dos dois réus enfrentou problemas, pois o advogado Flavio Fernandes foi destituído. Assim, o júri dos irmãos será remarcado, pois eles precisam de uma nova defesa.
Os Réus que Continuam no Caso
Rogério Andrade, um dos nomes mais conhecidos no jogo do bicho, é acusado de ser o mandante do crime. Ele responde em um processo separado, devido ao histórico de disputas pelos negócios da família de Castor de Andrade. Além disso, no mesmo processo de Rogério, está Gilmar Eneas Lisboa. Este, por exemplo, é acusado de monitorar os passos de Fernando Iggnácio em Angra dos Reis, antes do assassinato.
Márcio Araújo de Souza também tem um processo desmembrado. Ele é acusado de contratar os executores do crime e o responsável pela vigilância da vítima em Angra dos Reis. Márcio estava no mesmo processo de Rodrigo, Pedro, Otto e Ygor Rodrigues Santos da Cruz, conhecido como Farofa. Ygor, apontado como matador de aluguel, foi encontrado morto em novembro de 2022. No entanto, a demora da defesa de Márcio, portanto, causou o desmembramento de seu processo, e a data do júri ainda não foi definida.
O Papel de Cada Réu no Homicídio de Fernando Iggnácio
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Rogério Andrade teria dado a ordem para matar Fernando Iggnácio. A instrução foi direcionada a Márcio Araújo de Souza, seu chefe de segurança e pessoa de extrema confiança. Assim, a ligação entre os acusados é um ponto central na investigação.
Márcio Araújo de Souza, por sua vez, teria sido o elo entre o mandante e os executores. Ele é acusado de organizar a logística do crime, incluindo a contratação dos responsáveis pela ação e da pessoa que fez a vigilância da vítima. Dessa forma, a participação dele é vista como crucial para a execução.
Situação dos Irmãos D’Onofre e Gilmar
Gilmar Eneas Lisboa teria monitorado Fernando Iggnácio. A acusação aponta que ele acompanhou os movimentos da vítima em Angra dos Reis. De fato, Fernando saiu de lá de helicóptero em 10 de novembro de 2020 e foi assassinado no heliponto no Recreio dos Bandeirantes.
Os irmãos Pedro Emanuel e Otto Samuel D’Onofre Cordeiro também enfrentam acusações. Eles seriam julgados com Rodrigo Silva das Neves, mas a mudança de defesa adiou seus julgamentos. Assim, a Justiça ainda aguarda novas datas para dar prosseguimento a esses casos.
A Luta Contra a Contravenção
Promotores do Ministério Público, do Gaeco e do Gaejuri, destacaram a importância da condenação de Rodrigo Silva Neves. Eles ressaltaram que ainda há um caminho longo pela frente, com outros processos desmembrados. Andréa Fava, promotora que atuou no júri, afirmou que o resultado foi um passo importante contra a máfia da contravenção. Assim sendo, ela reforçou a busca pela condenação de outros coautores, incluindo o mandante do crime.
