As eleições na Hungria se aproximam, e o clima político esquenta. O primeiro-ministro Viktor Orbán, um líder nacionalista, fez acusações sérias nesta sexta-feira (8). Ele disse que seus adversários tentam criar “caos” e “conspiram com serviços de inteligência estrangeiros”. O objetivo, segundo Orbán, seria questionar os resultados da votação marcada para domingo.
O país europeu, com quase 10 milhões de habitantes, vai às urnas para escolher seus representantes. Orbán, de 62 anos, busca um quinto mandato no poder. Desde que chegou ao governo em 2010, ele se opôs firmemente à imigração e aos direitos LGBTQIA+. Pela primeira vez em sua longa trajetória, ele não aparece como favorito. De fato, pesquisas independentes indicam uma possível vitória de seu rival conservador e pró-europeu, Peter Magyar. Este cenário mostra a intensidade da disputa nas eleições na Hungria.
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Eleições na Hungria: As Acusações de Orbán e a Resposta
Orbán usou sua página no Facebook para detalhar as supostas ações. Ele alegou a existência de “ameaças de violência” contra seus apoiadores. Além disso, denunciou “acusações de fraude eleitoral fabricadas” e “manifestações pré-organizadas”. Essas ações, conforme ele, aconteceriam antes mesmo da contagem oficial dos votos. Ele afirma que há uma tentativa de “tomar o poder” por meios ilegítimos.
Peter Magyar, líder do partido conservador Tisza, respondeu rapidamente. Ele pediu aos húngaros que “não cedam a nenhum tipo de provocação”. Igualmente, Magyar os aconselhou a “manter a serenidade”. Ele ainda convidou Orbán a “aceitar” o voto do povo húngaro com “calma e dignidade”. Por sua vez, Magyar acusou o partido Fidesz, de Orbán, de realizar “fraudes eleitorais em curso” há meses. Ele também mencionou “atos delituosos, operações de inteligência, desinformação e notícias falsas”. Apesar de tudo, Magyar declarou que o Tisza “vai ganhar estas eleições”.
O Cenário Político e as Eleições na Hungria
A tensão não é apenas interna. Por exemplo, Magyar alertou sobre uma possível influência externa. Ele fez isso antes da visita do vice-presidente americano JD Vance à Hungria nesta semana. Contudo, o ex-presidente americano Donald Trump manifestou apoio a Orbán na noite de quinta-feira. Trump, em sua rede Truth Social, escreveu: “Hungria: VOTEM EM VIKTOR ORBÁN. Ele é um verdadeiro amigo, um lutador e um VENCEDOR, e conta com meu apoio total e absoluto”.
Os laços de Orbán com os Estados Unidos e a Rússia contrastam com as relações difíceis com seus parceiros europeus. Nesse sentido, em seus 16 anos no poder, o líder nacionalista enfrentou Bruxelas várias vezes. A União Europeia o acusa de silenciar vozes críticas e de comprometer o Estado de direito. Por causa dessas acusações, a UE congelou bilhões de euros em fundos destinados a Budapeste. Dessa forma, as eleições na Hungria ganham um peso ainda maior no cenário internacional.
Consequências e Expectativas para o Futuro
A votação de domingo é crucial para o futuro da Hungria. O resultado definirá não apenas a liderança do país, mas também sua posição na Europa e no mundo. A população húngara tem a palavra final. Acompanhe os desdobramentos para entender os próximos passos da política húngara.
