Estreito de Ormuz: Trump acusa Irã de descumprir acordo

Donald Trump acusa o Irã de não cumprir um acordo de cessar-fogo ao limitar a passagem de navios no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o petróleo mundial. Teerã alega restrições e reabriu o estreito em resposta a ataques israelenses.

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, fez uma acusação contra o Irã. Ele disse que o país está agindo de forma “desonrosa” no Estreito de Ormuz. Segundo Trump, o Irã não cumpre o acordo de cessar-fogo que previa a liberação total da passagem de navios por esta rota marítima. O Estreito de Ormuz é crucial para o transporte de petróleo global. As declarações de Trump foram feitas nesta quinta-feira (9), em uma publicação na rede social Truth Social. Ele afirmou que a situação ali não corresponde ao que foi combinado.

O Irã, por sua vez, tem uma visão diferente. Mais cedo, o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Saeed Khatibzadeh, informou que o Estreito de Ormuz estava aberto. Contudo, ele mencionou a existência de restrições para a passagem. O governo iraniano também alertou sobre riscos de minas navais na área. O acordo de cessar-fogo, assinado na terça-feira (7), realmente incluía a reabertura de Ormuz para o tráfego marítimo, uma responsabilidade do Irã. No entanto, na quarta-feira (8), Teerã decidiu fechar o estreito novamente. Esta ação veio como resposta aos intensos bombardeios que Israel realizou sobre o Líbano.

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Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

O Estreito de Ormuz representa uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Por ele, passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Isso significa que qualquer interrupção ali afeta diretamente o mercado global de energia. Por causa de sua importância, o controle sobre este canal é frequentemente usado pelo Irã. O país o vê como uma ferramenta em suas disputas com Estados Unidos e Israel. A situação atual mostra a complexidade das relações na região. Além disso, a capacidade de influenciar o fluxo de petróleo confere ao Irã uma alavanca significativa em negociações e conflitos.

Israel defendeu seus ataques. O país alegou que nem o Líbano, nem o grupo Hezbollah, que opera na região, faziam parte do acordo de cessar-fogo. Esta afirmação, porém, contradiz a declaração do Paquistão, que mediou a pausa nos combates. Na prática, o Irã mantém o estreito praticamente fechado. Dados de rastreamento de navios, divulgados pela Reuters nesta quinta, confirmam isso. Apenas seis navios cruzaram a rota, um número muito baixo. Normalmente, cerca de 140 navios passam por ali diariamente. Portanto, a redução é drástica e impactante.

As advertências de Trump sobre o Estreito de Ormuz

Na mesma noite de quinta-feira, Donald Trump fez mais declarações sobre o Irã e o Estreito de Ormuz. Ele disse que o petróleo “rapidamente voltará a fluir”, com ou sem a cooperação do Irã. Além disso, Trump criticou a possibilidade de o Irã estar cobrando taxas dos navios que utilizam o estreito. “Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de navios-tanque que passam pelo Estreito de Ormuz — é melhor que não esteja e, se estiver, é melhor parar agora!”, declarou o ex-presidente. Estas falas indicam uma postura firme dos EUA, sugerindo que não tolerarão restrições ou cobranças indevidas na via marítima. O impasse continua a gerar preocupação internacional. Contudo, a situação pode escalar dependendo das próximas ações de ambos os lados.