Pane no controle de tráfego aéreo em SP provoca cancelamento de 15 voos no Paraná

Uma falha no controle de tráfego aéreo em São Paulo gerou o cancelamento de 15 voos que tinham como destino ou origem aeroportos do Paraná, causando transtornos a muitos passageiros.

O cancelamento de voos no Paraná pegou muita gente de surpresa na manhã da última quinta-feira. Uma falha no sistema de controle de tráfego aéreo em São Paulo causou a interrupção de diversas operações. Assim, isso afetou diretamente passageiros com destino ou partida de aeroportos paranaenses. Ao todo, quinze voos foram cancelados, gerando transtornos e mudanças nos planos de viagem de muitas pessoas. As autoridades agiram para normalizar a situação rapidamente, mas o impacto inicial foi grande.

Entenda o Impacto dos Cancelamentos no Paraná

O Aeroporto Internacional Afonso Pena, que atende a Região Metropolitana de Curitiba, foi um dos mais atingidos pelo cancelamento de voos no Paraná. Seis decolagens e seis pousos foram suspensos ao longo do dia. Por exemplo, esses voos tinham como destino ou origem os importantes aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo. A paralisação forçada gerou filas e preocupação entre os passageiros, que precisaram buscar alternativas ou aguardar por novas informações sobre seus itinerários.

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Outras cidades paranaenses também sentiram os efeitos da pane, resultando em mais cancelamento de voos no Paraná. Em Cascavel, no oeste do estado, um voo que iria para São Paulo não pôde sair. Além disso, uma aeronave que deveria chegar de São Paulo pela manhã também não decolou. No norte do Paraná, o Aeroporto de Londrina teve um voo vindo de Campinas cancelado. Houve também atrasos na chegada de um voo que vinha de Guarulhos. Os aeroportos de Foz do Iguaçu e Maringá registraram atrasos tanto em pousos quanto em decolagens, mostrando a amplitude do problema.

O Que Causou a Pane no Controle Aéreo?

O Ministério de Portos e Aeroportos explicou o que aconteceu. Um problema técnico foi identificado no Controle de Aproximação (APP) da região de São Paulo. Dessa forma, isso fez com que as autorizações para decolar na área de controle terminal de São Paulo (TMA-SP) fossem suspensas. Essa área engloba os aeroportos de Congonhas e Guarulhos. A interrupção durou cerca de 35 minutos, um tempo que foi suficiente para gerar um efeito cascata em todo o sistema aéreo, incluindo o cancelamento de voos no Paraná.

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), confirmou os detalhes da falha. A interrupção temporária das operações aéreas durou exatos 36 minutos, começando às 9h30 e terminando às 10h06. Portanto, este período crítico foi o suficiente para desorganizar a programação de muitos voos, causando os atrasos e cancelamentos que se espalharam por diversos aeroportos do país, incluindo os paranaenses.

Ações das Autoridades para Normalizar a Situação

Diante da falha, o Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) agiram rapidamente. Com o apoio das concessionárias dos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, eles trabalharam juntos para verificar os possíveis impactos na malha aérea. Ademais, mantiveram contato constante com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para garantir que as operações voltassem ao normal o mais rápido possível e com segurança, evitando mais cancelamento de voos no Paraná.

A Anac informou que ativou um conjunto de ações iniciais. Essas medidas fazem parte de um protocolo de pré-crise, criado para acompanhar os efeitos da paralisação e como o cenário evoluía. Contudo, como as operações parecem ter sido restabelecidas, a agência agora foca em identificar quais empresas aéreas e rotas foram afetadas, além de contabilizar o número de passageiros prejudicados. A Anac também monitorou o desempenho operacional das empresas e aeroportos impactados para avaliar consequências futuras e mitigar novos cancelamento de voos no Paraná.