Justiça Mantém Prisão de Oyama Figueiredo e Filhos por Fraudes na Bahia

A Justiça da Bahia manteve a prisão de Oyama Figueiredo e seus filhos, investigados por um esquema de fraudes com terras e lavagem de dinheiro em Feira de Santana. Entenda o caso.

A Justiça da Bahia manteve a prisão de Oyama Figueiredo e de seus filhos. Eles continuam detidos por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes com terras e lavagem de dinheiro. O caso acontece na região de Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia. A decisão sobre a prisão de Oyama Figueiredo e sua família veio do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) nesta semana, negando um novo pedido de liberdade feito pela defesa.

O ex-vereador Oyama de Figueiredo, junto com seus filhos Luanda Cajado de Figueiredo Carvalho, Lívia Cajado de Figueiredo Cosmo e Pedro Henrique dos Reis de Figueiredo, permanece preso. A decisão que mantém a prisão de Oyama Figueiredo e sua prole veio da Segunda Turma da Primeira Câmara Criminal do TJ-BA, que julgou o pedido de habeas corpus na terça-feira, dia 7, e decidiu manter as prisões preventivas. Este julgamento, aliás, teve alguns atrasos antes de chegar a uma conclusão. Em primeiro lugar, a análise estava marcada para 17 de março, mas a sessão não terminou a tempo. Depois disso, remarcaram para 24 de março, e mais uma vez o caso foi adiado, desta vez para 31 do mesmo mês. Na última semana de março, o processo começou, e a desembargadora Soraya Moradillo Pinto votou contra a soltura. Contudo, a sessão foi interrompida para que um dos desembargadores pudesse analisar melhor o caso. A votação, portanto, só terminou na terça-feira, quando os magistrados confirmaram a decisão de manter a detenção.

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Entenda a Manutenção da Prisão de Oyama Figueiredo

As investigações apontam que Oyama Figueiredo e seus filhos participam de uma rede criminosa. Esta rede estaria envolvida em fraudes fundiárias, ou seja, a apropriação ilegal de terras, além de grilagem e lavagem de dinheiro. Esses crimes acontecem na área de Feira de Santana. A decisão do TJ-BA, portanto, reforça a gravidade das acusações contra o grupo e justifica a manutenção da prisão de Oyama Figueiredo. Além disso, a manutenção das prisões preventivas mostra que a Justiça considera a necessidade de mantê-los detidos para o andamento das investigações e para evitar que o esquema continue. A defesa, por sua vez, tenta reverter a situação em diversas instâncias, buscando a liberdade de Oyama Figueiredo e seus filhos.

Esta não foi a primeira vez que a defesa buscou a liberdade dos envolvidos. Em fevereiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) também negou um pedido de habeas corpus para Oyama e suas filhas. O ministro Nunes Marques tomou essa decisão, rejeitando os pedidos feitos pelas defesas durante a Operação Sinete. Esta operação, vale lembrar, investiga crimes sérios, como organização criminosa, corrupção, falsificação de documentos públicos e esbulho possessório. Esbulho possessório, para explicar, significa tomar a posse de um imóvel à força. O STF, aliás, explicou que não poderia analisar o pedido naquele momento. Isso porque se tratava de uma contestação a uma decisão individual de um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Supremo, segundo o ministro, não atua como primeira instância em casos assim, sem analisar o mérito das investigações ou das provas.

Detalhes sobre a Operação e as Acusações

A Operação Sinete, ligada ao caso da prisão de Oyama Figueiredo, revelou um grande esquema. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em casas luxuosas na região de Feira de Santana. No dia 4 de dezembro de 2025, o TJ-BA transformou as prisões temporárias de oito pessoas em prisões preventivas. Isso aconteceu, por exemplo, depois que as prisões temporárias foram prorrogadas. Os investigados são suspeitos de integrar a organização criminosa. As acusações incluem uso de documentos falsos para registrar terras que não lhes pertenciam, além de manipular processos para legalizar essas terras de forma fraudulenta. A lavagem de dinheiro, por sua vez, seria a forma de esconder a origem ilícita dos bens e lucros obtidos com os crimes.

As autoridades continuam a apurar todos os detalhes. O objetivo é desmantelar por completo a rede criminosa e responsabilizar todos os envolvidos. A sociedade espera que a Justiça atue de forma rigorosa em casos de fraudes fundiárias, que muitas vezes afetam pequenos proprietários e comunidades. Portanto, o desdobramento deste caso da prisão de Oyama Figueiredo é acompanhado com atenção, pois ele tem um impacto significativo na segurança jurídica da posse de terras na região. A investigação prossegue, e novas informações podem surgir à medida que o processo avança. Os advogados dos réus, por outro lado, seguem buscando todos os recursos possíveis para garantir a liberdade de seus clientes e contestar as acusações.