Julia Vargas D’água: Novo Álbum Apresenta Sons Diferentes

Julia Vargas lança seu terceiro álbum solo, 'D'água', nesta quarta-feira, 10 de abril. O trabalho mostra a cantora buscando novos caminhos na música. Assim, ela apresenta um som diferente do que costumava fazer.

Julia Vargas lança seu terceiro álbum solo, “D’água”, nesta quarta-feira, 10 de abril. O trabalho mostra a cantora buscando novos caminhos na música. Assim, ela apresenta um som diferente do que costumava fazer. O disco fala sobre ter coragem e buscar liberdade. De fato, Julia Vargas D’água marca uma fase de mudança para a artista. Ela agora mistura estilos como R&B, soul e rock, mostrando uma nova faceta musical.

A Nova Sonoridade de Julia Vargas D’água

Julia Vargas surgiu na MPB nos anos 2010. Contudo, com o tempo, a MPB passou a ocupar um espaço menor no mercado. Por isso, a cantora, que nasceu em Cabo Frio (RJ) em 1989, vem explorando outras sonoridades para continuar ativa. O álbum D’água reflete essa busca. A cantora explica que a sonoridade do trabalho está mais para o R&B, para o soul, com algo de blues e também rock’n’roll. Ela gravou o disco em 2019, e ela mesma dirigiu a parte musical. Músicos como Gabriel Barbosa (bateria), Gui Marques (sintetizadores e coprodução), João Bittencourt (teclados e acordeom) e Marcos Luz (baixo) participaram da produção.

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Um single lançado em 20 de março já dava uma pista dessa mudança. Era uma versão forte de “Comportamento geral”, música de Gonzaguinha de 1972. Julia Vargas mudou o ritmo de samba original para realçar a ideia de como a sociedade oprime as pessoas. A letra de Gonzaguinha, mesmo antiga, continua atual. Desse modo, ela se conecta com a mensagem de “Pavio”, um blues que Julia Vargas canta junto com Duda Brack.

Composições e Parcerias no Álbum D’água

Antes do álbum D’água, Julia Vargas era principalmente uma intérprete. Agora, ela aparece como compositora em três das nove faixas do trabalho. Ela ainda está desenvolvendo seu estilo próprio de composição. Julia assina letra e música de “Vem”, uma canção mais tranquila que convida para uma viagem romântica. Além disso, ela compôs “Atrás da cortina da pantera”, uma música com clima sensual, cantada por ela de um jeito suave.

A capa do álbum D’água, que é muito bonita, mostra a artista em uma foto de Paulo Veloso, com arte de Jeff Corsi. Outra parceria importante no disco é com Roberta Sá na música “Sinceramente”. Esta canção, de Khrystal e Moyseis Marques, é um xote. Os arranjos mais fortes do álbum tiram qualquer doçura excessiva da música. A voz de Roberta Sá, por exemplo, soa menos “cristalina” do que o normal para combinar com o tom firme dos versos. As cantoras avaliam: “Dá licença que eu me vou / Que onde não tem amor / Eu não costumo demorar / Se era doce e se acabou / Não era assim tão doce”. Esses versos, portanto, se encaixam bem com a ideia geral do álbum.

Mensagens de Força e Autonomia em Julia Vargas D’água

A letra de “Riscando o chão”, uma boa composição de Duda Brack, reforça essa postura. Ela fala sobre uma mulher que decide dançar na chuva até se libertar de tudo. Dessa forma, o álbum D’água traz canções que inspiram coragem e a busca por liberdade pessoal. Em resumo, Julia Vargas usa sua voz e suas novas composições para mostrar um caminho de autonomia e força. A artista explora emoções profundas e convida o público a refletir sobre a própria jornada.