As novelas de frutas viraram um fenômeno nas redes sociais. Elas conquistam o público com histórias curtas e cheias de drama. Nesses vídeos, personagens como abacates e morangos, animados por inteligência artificial, vivem enredos que lembram as novelas brasileiras. Assim, vemos fofocas, traições e barracos. Contudo, psicólogos e outros especialistas acendem um sinal de alerta. Eles notam que a aparência divertida e infantil das animações pode esconder um conteúdo problemático. Por exemplo, este conteúdo inclui discursos preconceituosos, agressão e palavrões. É especialmente perigoso para crianças e adolescentes.
Além disso, a popularidade dessas produções impulsionou a venda de cursos. Esses cursos prometem “renda extra”. Eles ensinam a criar os personagens e roteiros usando comandos de texto para inteligência artificial. Portanto, o que era uma brincadeira, virou um negócio lucrativo.
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Como as Novelas de Frutas Ganharam o Brasil
Identificar a origem exata de uma moda na internet é sempre um desafio. No entanto, muitos usuários apontam o perfil “AI.Cinema021” como um dos primeiros a popularizar essa ideia no TikTok. De fato, em março, essa conta fez muito sucesso. Ela transformou o reality show britânico “Love Island” em uma versão com frutas. O resultado foi um grande número de seguidores e milhões de curtidas rapidamente.
Ademais, no Brasil, a tendência ganhou um toque local. O que era uma paródia de reality show estrangeiro virou algo mais parecido com programas de TV daqui. Por exemplo, vemos gírias e cenários familiares. Personagens como Abacatudo, Moranguete e Bananildo ganharam voz e rosto digitais. Eles protagonizam tramas que, em apenas um minuto, entregam todo o drama de um típico enredo brasileiro. Isso inclui brigas em bailes funk e muitas reviravoltas.
O Hype das Novelas de Frutas e o Mercado
O sucesso das novelas de frutas não ficou só no entretenimento. Grandes marcas e influenciadores digitais perceberam o potencial. O Flamengo, por exemplo, usou a onda após uma vitória para interagir com seus fãs. Além disso, empresas como Carrefour e Burger King, e até prefeituras como a de Salvador, aproveitaram o engajamento para se conectar com o público nas redes sociais.
Os influenciadores digitais foram além. Eles criam versões “live-action” das tramas. Eles pintam os rostos e encenam os diálogos mais famosos das animações. Em seguida, muitos usuários gravam vídeos fazendo referências aos personagens, como Abacatudo ou Moranguete. Eles fazem isso enquanto compram em feiras e hortifrutis. Além disso, uma trilha sonora de “suspense” virou a marca registrada dessas novelinhas, aparecendo em quase todos os vídeos.
O Alerta dos Especialistas sobre as Novelas de Frutas
Apesar de toda a diversão e do crescimento do mercado, o alerta dos psicólogos é sério. Eles se preocupam com a forma como o conteúdo é “embalado”. A estética que lembra desenhos infantis atrai crianças e adolescentes. No entanto, o que esses jovens consomem, muitas vezes sem filtro, são roteiros cheios de palavrões e discursos preconceituosos. Consequentemente, isso pode influenciar negativamente a percepção de mundo e o comportamento dos mais novos.
Portanto, é importante que pais e educadores fiquem atentos. Eles precisam conversar com os jovens sobre o que eles assistem. Além disso, devem ajudar a diferenciar a ficção da realidade. Assim, é possível aproveitar o lado divertido da internet, mas também proteger os mais novos dos riscos.
