Idoso em avião: Família busca respostas após morte em voo
A família de um homem de 79 anos, que morreu após passar mal em um avião que pousou em Campinas, está buscando informações. O idoso em avião faleceu depois de 42 dias internado. Agora, seus parentes querem ver as imagens das câmeras do Aeroporto Internacional de Viracopos, o diário de bordo do voo da Azul Linhas Aéreas e todos os detalhes sobre o atendimento médico que o passageiro recebeu. Portanto, eles entraram com um processo na Justiça para conseguir esses documentos e entender o que de fato aconteceu.
Carlos Alberto Nunes de Lima tinha 79 anos. Ele era uma pessoa ativa e gostava de viajar. No dia 20 de fevereiro deste ano, ele estava em um voo que partiu de Portugal com destino a Vitória, no Espírito Santo. Durante a viagem, o idoso se sentiu mal. Por causa disso, o avião precisou fazer um pouso de emergência em Campinas, São Paulo. Carlos Alberto foi levado para o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde ficou internado por mais de um mês. Infelizmente, ele morreu na madrugada do dia 3 de abril, devido a complicações de saúde e uma pneumonia, segundo o hospital.
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Ação da Família por Idoso em Avião
O processo judicial da família tramita na 1ª Vara Cível de Vitória, no Espírito Santo. Até o momento, a Justiça não decidiu sobre os pedidos. Além da Azul Linhas Aéreas, a ação também envolve a Polícia Federal (PF) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A família espera que esses órgãos ajudem a esclarecer os fatos. Desse modo, eles querem saber se todos os procedimentos foram seguidos corretamente desde o momento em que Carlos Alberto passou mal até o atendimento no hospital.
Atendimento e Respostas das Empresas
O Hospital Mário Gatti informou que o paciente recebeu todos os cuidados necessários enquanto esteve sob sua responsabilidade. Contudo, o hospital explicou que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impede a divulgação de informações à imprensa. A concessionária que administra o Aeroporto de Viracopos disse que prestou os atendimentos de emergência dentro do avião assim que a companhia aérea avisou. Além disso, a empresa lamentou a morte do idoso e garantiu que vai colaborar com as investigações. A Azul Linhas Aéreas, por sua vez, preferiu não comentar sobre a ação judicial. Por fim, a Polícia Federal e a Anac não responderam aos questionamentos da reportagem até o momento da publicação.
Suporte ao Idoso em Avião e o Protocolo
A família de Carlos Alberto afirma que havia solicitado um auxílio especial para ele durante toda a viagem. Isso incluía o uso de cadeira de rodas e o suporte da tripulação. Segundo o protocolo da Azul e a resolução 280 da Anac, passageiros como Carlos Alberto deveriam receber acompanhamento prioritário. Carlos Alberto foi levado ao aeroporto de Porto, em Portugal, por uma nora. Ela o entregou aos cuidados de uma funcionária da Azul. Portanto, a família busca entender se esse acompanhamento foi feito como deveria. Ou seja, eles querem saber se a companhia aérea cumpriu o que determina a legislação para passageiros com necessidades especiais.
Busca por Transparência e Justiça
A busca da família por essas informações é crucial para entender as circunstâncias da morte de Carlos Alberto. Eles querem transparência e justiça. O acesso às imagens do aeroporto, ao diário de bordo e aos registros médicos pode fornecer clareza sobre os eventos que levaram ao óbito. Além disso, esta situação levanta questões importantes sobre o atendimento e os procedimentos de emergência em voos. Isso é ainda mais relevante quando um idoso em avião precisa de cuidados especiais. Portanto, a família segue aguardando uma decisão da Justiça para ter acesso aos documentos. Assim, eles esperam obter as respostas que tanto buscam sobre o triste desfecho.
