PGR defende voto popular para governador do RJ

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a realização de eleições diretas para escolher o novo governador do Rio de Janeiro, que ficará no cargo até o fim do ano. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará o caso para decidir entre eleição direta ou indireta.

O Rio de Janeiro vive um momento importante. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta semana a realização de eleições diretas Rio para escolher o novo governador. Este governador vai ocupar o cargo apenas por um período curto, até o fim do ano. A posição da PGR vem um dia antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar o caso. Nesse contexto, os ministros vão decidir se o estado terá um pleito indireto, feito pelos deputados estaduais, ou se o povo vai às urnas para escolher seu líder.

Por que o Rio de Janeiro precisa de um novo governador?

O governo do Rio de Janeiro está sem seus principais líderes. Atualmente, o comando está com o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto. Isso aconteceu porque o governador Cláudio Castro renunciou ao mandato. De fato, sua saída ocorreu em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar um julgamento importante. Este julgamento resultou na cassação do mandato de Castro e o deixou inelegível por oito anos.

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Além disso, o vice-governador eleito em 2022, Thiago Pampolha, também deixou o cargo. Ele saiu em 2025 para se tornar conselheiro no Tribunal de Contas do Rio. Sem governador e sem vice, a Constituição exige uma nova eleição. Ela vai completar o período restante do mandato – até 31 de dezembro de 2026. Portanto, a necessidade de um novo pleito é clara, pois não há quem ocupe as posições de chefia.

PGR e as Eleições Diretas Rio: Qual o argumento?

A Procuradoria-Geral da República argumenta que, mesmo com a renúncia de Cláudio Castro, a saída do governador aconteceu por causa da decisão do TSE. Ou seja, a cassação foi o motivo real da vacância. Por isso, a regra do Código Eleitoral deve ser aplicada no Rio de Janeiro. Essa regra prevê a convocação de eleições diretas, quando o afastamento de um líder ocorre por motivo eleitoral e faltando menos de seis meses para o fim do mandato. Em outras palavras, a PGR defende a aplicação da lei.

A PGR entende que a renúncia de Castro, às vésperas de uma decisão judicial que o tornaria inelegível, não muda a natureza da vacância. Consequentemente, o voto popular seria a forma mais legítima de preencher o cargo. Esta interpretação é crucial para definir o futuro político do estado, pois garante a participação popular.

O que o STF vai decidir sobre as Eleições Diretas Rio?

O STF vai analisar duas ações que tratam do modelo de eleição. A primeira delas questiona partes de uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio. Essa lei estabelece a eleição indireta para a sucessão de Cláudio Castro. A norma previa voto aberto e um prazo de 24 horas para quem quisesse concorrer se descompatibilizar. Inicialmente, esse caso começou a ser julgado no plenário virtual da Corte.

A maioria dos ministros já votou a favor de que, se houver eleição indireta, a votação precisa ser secreta. Contudo, alguns ministros abriram uma divergência importante. Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flavio Dino e Cristiano Zanin defenderam as eleições diretas. Eles entenderam que a renúncia de Cláudio Castro teve um desvio de finalidade. Segundo eles, Castro agiu para tentar manter seu grupo político no poder. Ele buscou evitar a cassação iminente por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Esta manobra, conforme os ministros, justificaria a necessidade de um pleito direto.

Impacto da Decisão

A decisão do STF terá um impacto direto na política do Rio de Janeiro. Definir se o próximo governador será escolhido por voto popular ou pelos deputados estaduais muda completamente o cenário. A população fluminense aguarda com expectativa o desfecho deste julgamento, que vai determinar a forma de escolha do seu próximo representante.