O conjunto da Ginástica Rítmica Brasil inicia a temporada de competições com uma aposta em coreografias inéditas. A equipe, que obteve o vice-campeonato mundial, busca agora consolidar sua posição no cenário internacional e garantir uma vaga nos próximos Jogos Olímpicos. Para isso, as atletas apresentam uma estratégia que envolve músicas variadas, combinando sucessos do pop e composições do jazz. Este novo ciclo de apresentações começa na Copa do Mundo de Tashkent, no Uzbequistão.
Novas Coreografias Marcam a Temporada da Ginástica Rítmica Brasil
As atletas brasileiras estreiam com músicas que são uma novidade na etapa da Copa do Mundo em Tashkent. As coreografias, mostradas inicialmente ao programa Esporte Espetacular, têm como trilha sonora “Abracadabra”, canção do gênero pop de Lady Gaga, e “Feeling Good”, uma composição do gênero jazz. Esta última ganhou projeção na voz de Nina Simone e foi regravada por Michael Bublé. A equipe é formada por Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves, Julia Kurunczi e Marianne Giovacchini. A técnica Camila Ferezin comentou sobre os estilos diferentes das apresentações. Ela explicou que “Abracadabra” envolve movimentos que se desconstroem, com uma ideia de “monstrinhas”. Já a outra coreografia, segundo ela, mostra as ginastas com elegância e força. A treinadora expressou que a equipe se sente bem e que as atletas possuem experiência. Ela manifestou a expectativa de que o público goste do repertório que o conjunto da Ginástica Rítmica Brasil vai apresentar.
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A Busca por Vagas nos Jogos Olímpicos
Após conquistar uma medalha que o país nunca havia obtido no Mundial do Rio de Janeiro, com a música “Evidências”, as ginastas agora apostam em canções de outros países. Esta é uma estratégia para mostrar a capacidade do conjunto e atrair a atenção global no início da corrida por vagas nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, que acontecem em 2028. A etapa de Tashkent, que ocorre entre os dias 9 e 12 de abril, já soma pontos para o ranking da Copa do Mundo. Este ranking vai classificar um conjunto com base nos resultados obtidos em 2026 e 2027. Além disso, a etapa de Baku, marcada para os dias 17 a 19 de abril, também faz parte da programação da equipe do Brasil. As ginastas vão se apresentar em casa no Campeonato Pan-Americano, em junho. Elas devem disputar mais uma etapa da Copa do Mundo antes do principal desafio do ano. Se o conjunto conseguir um lugar no pódio no Mundial de Frankfurt, em agosto, o Brasil garante a vaga nos Jogos Olímpicos de forma antecipada. A técnica Camila Ferezin destacou o objetivo da equipe. Ela afirmou que “nós queremos chegar à tão sonhada medalha olímpica. Nós queremos conquistar essa vaga olímpica”.
Mudanças nos Aparelhos e Estratégia do Conjunto da Ginástica Rítmica Brasil
A necessidade de novas músicas e coreografias surgiu devido a uma mudança nos aparelhos usados nas competições. Para a série mista, que combina dois aparelhos diferentes, as ginastas agora vão usar três arcos e dois pares de maças. Antes, elas usavam três bolas e dois arcos. Para a série simples, onde as ginastas utilizam aparelhos que são iguais, as cinco fitas saíram. O novo aparelho para esta série não foi especificado, mas a alteração exige uma adaptação da equipe. A estratégia de usar músicas com características distintas também serve para demonstrar a capacidade de adaptação das atletas. Isso permite que a Ginástica Rítmica Brasil se destaque por sua capacidade de adaptação e por apresentar um repertório que agrada a muitas pessoas. O caminho até a medalha olímpica envolve muita preparação e a execução de cada nova coreografia com precisão.
