Uma denúncia de racismo em escola de Sorocaba expõe agressões contra uma aluna. Recentemente, colegas jogaram leite quente no rosto da estudante em uma escola estadual. Este foi o ataque mais recente de uma série. A família fala de socos e xingamentos racistas, como ‘macaca’. Além disso, o pai da menina critica a escola por não agir de forma eficaz contra o bullying. A Secretaria da Educação (Seduc) informou que afastou um agressor. Ademais, acionou o Conselho Tutelar. Contudo, a família da vítima diz que as agressões continuam após as primeiras denúncias e tentativas de ajuda.
Detalhes do caso de racismo em escola de Sorocaba
O primeiro boletim de ocorrência foi registrado em outubro de 2025. Contudo, as agressões não pararam. O pai da aluna, que preferiu não ser identificado para proteger a filha, contou sobre um convite do diretor da escola. Ele foi chamado para ver um vídeo. O vídeo mostrava a menina sendo socada no rosto por dois irmãos, também alunos. No entanto, o diretor não deixou o pai gravar com o celular. Ele alegou que o material só seria entregue à polícia após uma investigação. Para o pai, esta burocracia dificulta a resolução do problema.
Leia também
Ações da escola e a persistência das agressões
A família da estudante e a direção da escola tentaram conversar com os pais dos agressores várias vezes. Contudo, nenhuma dessas tentativas trouxe um resultado positivo. Os responsáveis pelos agressores, por sua vez, alegaram que o problema estava na própria escola. Eles diziam que a instituição ‘encheram o saco’ dos filhos. Depois, argumentaram que as crianças tinham problemas psicológicos e pediram um laudo, mas nunca o apresentaram. Assim, a situação continuou sem solução.
A vítima, desde então, mostra dificuldades para fazer amizades e uma queda no seu desempenho escolar. O diretor da unidade de ensino até separou os envolvidos de turma, mas a medida não foi suficiente. As agressões continuaram a ocorrer. O ponto alto desta persistência foi quando os irmãos jogaram leite quente no rosto da menina durante o intervalo das aulas. Isso mostra a gravidade e a frequência dos ataques.
O impacto do racismo em escola de Sorocaba na vida da aluna
O pai da adolescente expressa profunda preocupação com o estado emocional da filha. Por exemplo, ela não quer mais participar de atividades físicas. Além disso, tem feito novas amizades com muita desconfiança. Ele relata um episódio em que a menina contou ter sido xingada pelos agressores. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Ela disse ‘que foi sem perceber’. Esta frase, para o pai, indica um abalo emocional mais profundo. Portanto, a situação vai além das agressões físicas, afetando a saúde mental da jovem.
Apesar de o diretor ter mudado os alunos de sala, a medida não resolveu. Eles ainda se encontravam nos intervalos. Consequentemente, as agressões persistiam, impedindo a estudante de ter paz na escola. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) informou que a Diretoria de Ensino de Sorocaba acompanha o caso. A escola, por sua vez, registrou o ocorrido na plataforma ‘Placon’. Além disso, a Seduc afirmou que acionou o Conselho Tutelar e a Patrulha Escolar para dar suporte à estudante e à família. Também houve uma suspensão de três dias para o aluno envolvido no incidente do leite quente. A pasta reforça que repudia qualquer tipo de preconceito e violência. A luta contra o racismo em escola de Sorocaba continua sendo um desafio para a comunidade escolar e as autoridades.
