A Justiça de Vitória (ES) determinou que a Azul Linhas Aéreas realize o translado de corpo de Carlos Alberto Nunes de Lima. Ele era um homem de 79 anos. Carlos Alberto faleceu após 42 dias internado. O mal-estar que o levou à internação ocorreu em um avião da companhia no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Diante disso, a decisão judicial, emitida na noite da última sexta-feira (3), exige que a empresa aérea providencie o transporte imediato do corpo de Campinas para Vitória. Esta era a cidade onde Carlos Alberto morava. Além disso, a Azul deve arcar com todos os custos logísticos funerários e as taxas aeroportuárias.
A Decisão Judicial sobre o Translado de Corpo Azul
O juiz Carlos Ernesto Campostrini Machado, da Vara Plantonista, foi quem emitiu a ordem. Portanto, ele estabeleceu um prazo de quatro horas para o translado de corpo Azul. Há uma pena de multa de R$ 5 mil para cada hora de atraso. O magistrado ressaltou a importância da agilidade. Ele ainda afirmou que “a demora no traslado impõe sofrimento desnecessário à família e viola a dignidade da pessoa humana e o direito ao luto”.
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Segundo Raphael Augusto de Paiva Ziti, advogado da família, a companhia aérea já indicou que cumprirá a decisão. A família, por sua vez, planejava ir a Campinas para liberar o corpo. O advogado explicou que existem muitas burocracias envolvidas no processo, como por exemplo, a liberação do corpo e as certidões. Contudo, ele confirmou que a empresa se manifestou positivamente quanto ao cumprimento da ordem judicial. A família havia solicitado o transporte diretamente à Azul, mas a empresa teria negado, resultando na necessidade de uma ação na Justiça.
Família Busca Explicações e Novo Processo Contra a Azul
Não se trata apenas do translado de corpo Azul. A família de Carlos Alberto também iniciou uma segunda ação judicial contra a Azul. O objetivo é obter esclarecimentos sobre o que realmente aconteceu no dia do voo, quando o idoso passou mal. Andreia Pereira de Lima, filha de Carlos Alberto, de 60 anos, expressou a necessidade de respostas. Inclusive, ela mencionou que o pai supostamente tinha uma hérnia umbilical, que teria estourado durante a viagem. Aliás, a filha suspeita que isso pode ter sido causado por um cinto muito apertado ou pela pressurização do avião.
Andreia relatou a dificuldade em explicar a situação para amigos e familiares, visto que ela mesma não possui as informações completas. Ela disse: “O que a família quer é o esclarecimento. Acho que é o mínimo que eles podem fazer.” A defesa da família também solicitou à Justiça acesso às imagens das câmeras de segurança do aeroporto. Com isso, eles esperam entender melhor como o resgate do idoso foi feito naquele dia.
O Drama da Família e a Busca por Respostas
A situação tem causado grande sofrimento à família. Por exemplo, Andreia descreveu o sentimento de desamparo: “É uma falta de respeito, sabe? Uma falta de humanidade, de tudo. Nós estamos extasiados com a situação. Sabe quando você não está acreditando no que está vivendo? Isso parece um trem fantasma. É assim que nós estamos nos sentindo. Simplesmente naufragados no meio do oceano.”
Este caso levanta questões importantes sobre a responsabilidade das companhias aéreas em situações de emergência e no suporte às famílias após incidentes graves. A decisão judicial sobre o translado de corpo representa um alívio inicial para a família, mas a busca por entender as causas da morte de Carlos Alberto continua. Desse modo, acompanharemos os desdobramentos desta história para trazer mais informações sobre as explicações que a Azul Linhas Aéreas deverá fornecer à Justiça e à família.
