A família de Eduardo Fukumasu Dias ainda espera por respostas sobre a morte em acampamento do estudante. Seis meses após o jovem passar mal durante uma viagem de formatura e falecer em Ribeirão Preto (SP), os parentes buscam entender o que realmente aconteceu. O laudo inicial apontou coagulação intravascular disseminada como causa, mas a família não se conforma e pede novos exames à polícia para esclarecer o mistério que cerca o caso. A investigação da Polícia Civil continua, buscando detalhes que possam trazer luz aos fatos.
O que aconteceu no acampamento
Eduardo Fukumasu Dias viajou com colegas do 9º ano para um acampamento em Sapucaí-Mirim (MG). A viagem, marcada para 10 de setembro do ano passado, era para ser uma celebração de formatura. No primeiro dia, o estudante começou a sentir-se mal. Ele apresentou náuseas, dor de cabeça e desorientação. A escola avisou a mãe de Eduardo sobre a situação, mas, de início, o jovem não quis voltar para casa.
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Ele foi atendido em um hospital da região, onde recebeu soro. Contudo, seu estado de saúde não melhorou. Por isso, a mãe viajou até Minas Gerais e encaminhou Eduardo para um hospital particular em Ribeirão Preto. Ao chegar, o adolescente já estava inconsciente, necessitando de intubação e sessões de diálise. Os médicos realizaram diversos exames, procurando descartar doenças graves como meningite, AVC ou derrame. No entanto, nenhuma dessas hipóteses foi confirmada. A tia de Eduardo, Vivian Fukumasu da Cunha, explicou que os médicos suspeitavam de uma intoxicação exógena, ou seja, algo de fora do corpo que teria provocado a desregulação metabólica, levando à coagulação.
Busca por clareza na morte em acampamento
A coagulação intravascular disseminada, indicada como a causa da morte, ocorre quando um excesso de coágulos prejudica a circulação sanguínea. O ponto crucial para a família é que o laudo não explica o que desencadeou essa condição. “Os laudos não dizem para a gente o que levou a essa coagulação, se houve alguma coisa externa a ele ou interna dele que pudesse ter provocado tudo isso”, afirmou Vivian. No hospital, os médicos eram claros ao dizer que algo recente havia acontecido com o jovem. Por essa razão, a família insiste em novas investigações e exames para descobrir a verdadeira origem do problema. Eles querem entender o que de fato causou a súbita piora na saúde de Eduardo.
Eduardo permaneceu internado por alguns dias, mas faleceu em 15 de setembro. A notícia da sua morte causou grande comoção na comunidade escolar e entre amigos e familiares.
Outros alunos com sintomas após a morte em acampamento
A família de Eduardo trouxe à tona que, no mesmo dia em que o estudante passou mal, outros dois alunos também apresentaram sintomas. Eles foram atendidos na enfermaria do acampamento. Um dos jovens relatou dor de cabeça. Diante disso, a defesa da família solicitou ao representante legal do acampamento que apresentasse o relatório completo de todos os atendimentos realizados na enfermaria entre os dias 10 e 15 de setembro. Até o momento, apenas uma folha com rasuras foi entregue, o que gera mais questionamentos e aprofunda o mistério.
A Polícia Civil segue investigando o caso como morte suspeita. A família de Eduardo continua na luta por respostas, esperando que a verdade sobre a morte do jovem venha à tona. A busca por justiça e clareza é o que move os parentes neste momento tão difícil.
