Problemas Estruturais em Escolas Estaduais de SP Afetam Alunos

Descubra como problemas estruturais em escolas estaduais de São Paulo, como salas fechadas e rodízios, afetam o aprendizado de centenas de alunos e a rotina de suas famílias.

Alunos de escolas estaduais de São Paulo enfrentam dificuldades por causa de problemas nas construções. Salas de aula estão fechadas, e alguns estudantes cumprem rodízio. Esta situação afeta o dia a dia e o aprendizado de centenas de jovens. Os problemas em escolas estaduais de SP, como a Orville Derby e a Etec Santa Ifigênia, mostram a falta de manutenção.

Orville Derby: Aulas em rodízio

Na Vila Formosa, Zona Leste, a Escola Estadual Orville Derby registra mais de 900 alunos em regime de rodízio. Estudantes do ensino fundamental II e médio frequentam a escola em semanas alternadas. Uma forte chuva em dezembro destelhou parte do prédio. Contudo, os consertos não terminaram durante as férias. Por isso, salas do andar de cima continuam sem uso. A direção da escola adotou o rodízio como solução temporária. Um aviso inicial previa o fim da medida em março, mas a falta de obras prorrogou até o final de abril.

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Mães e pais dos alunos relatam os efeitos na rotina familiar. “O revezamento atrapalha bastante. Tenho dois filhos, um vem em uma semana, o outro na seguinte. Trabalho longe e preciso sair cedo para buscar”, disse uma mãe. A preocupação com o aprendizado é grande. “Como eles vão aprender? E como as aulas serão repostas?”, questionou outra responsável. Além disso, mesmo em casa, os alunos têm dificuldade para acompanhar atividades online. A plataforma do governo apresenta falhas constantes.

Etec Santa Ifigênia: Cozinhas paradas

Perto da Estação da Luz, a Etec Santa Ifigênia também apresenta sérios problemas em escolas estaduais de SP. Alunos contaram sobre infiltrações, rachaduras e água no teto. Isso prejudicou a fiação de algumas salas nos andares superiores. Cursos técnicos como gastronomia e panificação sofrem bastante. Equipamentos estão cobertos com plástico para evitar danos da água. Cozinhas inteiras estão fechadas desde o começo do ano. Esses problemas em escolas estaduais de SP afetam a prática dos alunos. Entre elas, a maior cozinha, usada pelos alunos de gastronomia, e a “cozinha teste” não funcionam. À noite, parte do prédio fica sem luz por falta de energia.

Uma estudante da unidade expressou seu descontentamento. “A gente se sente desvalorizado. Passamos por muitas situações ruins e parece que ninguém nos vê”, afirmou. Dessa forma, a busca por ensino público de qualidade encontra barreiras na infraestrutura precária. A situação é um reflexo claro da negligência.

A situação nas duas escolas revela um desafio grande para a educação pública em São Paulo. A falta de manutenção e os atrasos nas obras prejudicam diretamente o ensino e o futuro dos estudantes. É urgente que as autoridades resolvam esses problemas em escolas estaduais de SP. A garantia de um ambiente adequado para o estudo é fundamental para todos.