Uma fiscalização recente do Ministério do Trabalho trouxe à tona problemas graves para os vigilantes Uerj Cabo Frio. Muitos trabalhadores não recebiam seus salários há pelo menos três meses, e outros atuavam sem o devido registro em carteira. Estas descobertas alarmantes ocorreram em empresas terceirizadas que prestam serviço ao hospital da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, localizado em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A denúncia inicial, registrada em 4 de março, partiu dos próprios funcionários, que relataram os atrasos persistentes nos pagamentos. Segundo os relatos coletados, a situação não se limitava apenas à unidade de Cabo Frio, indicando um problema potencialmente mais amplo dentro das operações terceirizadas.
No dia 9 de março, os auditores iniciaram a fiscalização e confirmaram que o contrato com a empresa denunciada já havia sido encerrado. Assim, para garantir a continuidade dos serviços essenciais, uma nova prestadora de serviços assumiu a responsabilidade pela vigilância. Contudo, mesmo com a mudança de empresa, os fiscais identificaram novas e preocupantes irregularidades. Eles encontraram funcionários trabalhando sem registro em carteira, o que é uma infração grave à legislação trabalhista para os vigilantes Uerj Cabo Frio e outros profissionais. Além disso, muitos não possuíam o exame médico admissional, um requisito legal essencial para a segurança e saúde do trabalhador antes do início de qualquer atividade.
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Irregularidades Persistem Apesar da Troca de Empresa
A continuidade da ação de fiscalização, em 16 de março, revelou mais um foco de preocupação dentro das instalações do hospital. Os auditores notificaram uma obra em andamento no local, onde encontraram diversas irregularidades, tanto trabalhistas quanto relacionadas à segurança no ambiente de trabalho. Por exemplo, a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) ou a ausência de documentação adequada podem ter sido alguns dos problemas. Os responsáveis pela obra receberam orientações claras e prazos para realizar as adequações necessárias, visando a conformidade com as normas. As empresas envolvidas nas falhas foram devidamente autuadas, enfrentando as sanções cabíveis. Esta sequência de eventos mostra a complexidade da situação e a necessidade de um monitoramento constante para proteger os direitos dos trabalhadores, incluindo os vigilantes Uerj Cabo Frio.
Ações da Uerj e o Futuro dos Vigilantes em Cabo Frio
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro se manifestou sobre as descobertas. A Uerj informou que aplicou todas as medidas de sanção previstas em contrato contra a empresa que não efetuou o pagamento aos vigilantes Uerj Cabo Frio. Esta ação resultou na rescisão do contrato com a prestadora anterior, demonstrando a postura da universidade em relação ao cumprimento das obrigações contratuais. Além disso, a Uerj garantiu que há uma audiência agendada para resolver a regularização dos valores devidos aos trabalhadores, buscando compensar os meses de atraso. Para assegurar a continuidade do serviço e a normalização dos pagamentos, a instituição agilizou a contratação de uma nova empresa de vigilância, que começou a operar em 2 de março. Desde então, a Uerj afirma que os salários estão sendo pagos em dia, o que representa um alívio significativo para os funcionários.
Na segunda-feira, 31 de março, a fiscalização retornou ao local para verificar se as irregularidades foram corrigidas. Segundo o auditor fiscal do trabalho Carlos Alberto, os problemas relacionados ao exame admissional e aos registros dos funcionários foram resolvidos, indicando um avanço importante. No entanto, as irregularidades ligadas à obra ainda geram preocupação e exigem atenção contínua por parte das autoridades e da própria universidade. A Uerj, por sua vez, informou que não recebeu notificação oficial sobre as questões da obra até o momento da reportagem. Este cenário destaca a importância da vigilância constante e do cumprimento rigoroso das leis trabalhistas para todos os envolvidos, garantindo um ambiente de trabalho justo e seguro.
