O estado do Rio de Janeiro agora tem uma lei para reduzir plástico em escolas, tanto públicas quanto privadas. A medida, que já está valendo, quer diminuir o uso de itens descartáveis, como copos e talheres, trocando-os por opções que podem ser usadas várias vezes ou que vêm de fontes naturais. Aliás, algumas escolas já mostram bons resultados. Em Magé, por exemplo, uma unidade estadual viu uma economia de cerca de R$ 11 mil por ano apenas por parar de usar copos de plástico.
Essa nova regra busca mudar a forma como as instituições de ensino lidam com o consumo diário de plásticos. O objetivo é claro: proteger o meio ambiente e também ensinar os alunos sobre a importância da sustentabilidade. Portanto, a lei é um passo importante para um futuro mais verde no estado. Além disso, ela mostra que pequenas mudanças podem gerar grandes impactos, tanto ecológicos quanto financeiros.
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A Nova Lei para Reduzir Plástico em Escolas
A legislação, criada pelo deputado Carlos Minc (PSB), estabelece um plano para acabar com o plástico de uso único nas escolas. Existem metas progressivas para isso. Primeiro, as escolas devem reduzir 50% do uso até março do próximo ano. Em seguida, a diminuição chega a 75% em dois anos. Por fim, o objetivo é eliminar 100% dos plásticos descartáveis em três anos. Assim, a mudança acontece de forma gradual e planejada, permitindo que as escolas se adaptem e cumpram o objetivo de reduzir plástico em escolas.
Alternativas e Incentivos da Medida
A lei não apenas proíbe, mas também incentiva o uso de materiais reutilizáveis. Contudo, quando o uso de descartáveis for indispensável, a proposta sugere alternativas. Entre elas estão os bioplásticos, que são feitos de matérias-primas renováveis, como cana de açúcar e milho. Desse modo, a lei oferece soluções práticas para as instituições de ensino. Ela pensa no futuro, mas também na realidade do dia a dia escolar.
O Impacto do Plástico no Meio Ambiente
Especialistas alertam sobre os problemas do plástico para o meio ambiente. Marcelo Montenegro, coordenador da área de Justiça Socioambiental da Fundação Heinrich Böll, explica que a maioria do plástico não é reciclada. “Cerca de 9% a 11% é reciclado. A grande maioria vai para lixão, vai para aterro ou para o meio ambiente, impactando tanto a saúde humana”, ele afirma. Isso significa que o material não vai para o lugar certo, causando grandes danos.
Microplásticos e o Volume Global
Marcelo Montenegro também destaca que o plástico se degrada e vira microplástico. Esses pequenos pedaços afetam animais marinhos e chegam aos oceanos. O volume de plástico produzido no mundo é um dos maiores desafios do nosso tempo. “De 1950 a 2020, já produzimos mais de 10 bilhões de toneladas de plástico. Isso significa duas vezes e meia o peso de todos os seres humanos e animais do planeta”, ele explica. Portanto, a necessidade de reduzir plástico em escolas e em outros lugares é urgente. É um esforço coletivo para proteger nosso planeta.
A Produção de Plástico Pelo Mundo
A quantidade absurda de plástico produzida mostra a dimensão do problema. A cada ano, mais e mais plástico é fabricado, e a maior parte não tem um destino adequado. Por exemplo, garrafas, sacolas e embalagens que usamos por poucos minutos levam centenas de anos para sumir da natureza. Consequentemente, eles se acumulam em aterros, rios e mares, prejudicando ecossistemas inteiros. É fundamental que cada um faça sua parte para diminuir esse volume.
Como uma Escola Conseguiu Reduzir Plástico
Em uma escola estadual de Magé, a preocupação com o meio ambiente faz parte do dia a dia dos alunos. A escola tem uma horta orgânica que serve para a merenda. Ela é regada com água que vem dos aparelhos de ar-condicionado. Além disso, os copos descartáveis sumiram do local há quatro anos. Todos os cerca de 500 alunos do ensino médio receberam copos reutilizáveis. Assim, esses copos viraram parte da rotina de todos.
A Voz dos Alunos na Mudança
A mudança foi bem aceita pelos estudantes. Emanuelle de França da Silva, de 15 anos, conta que é melhor não precisar jogar fora. “Eu uso ele sempre. Sempre tá comigo, eu sempre trago. Às vezes o copo descartável não tem. E esse aqui sempre fica na mochila”, ela diz. Outro aluno, Benjamin Cesári, também vê pontos positivos. “É bem melhor para usar. Não tem que tá trazendo copo, usando copo descartável. E deixa a escola mais limpa”, ele comenta. Isso prova que a iniciativa de reduzir plástico em escolas funciona e agrada a comunidade escolar. A escola de Magé é um exemplo claro de que é possível implementar mudanças sustentáveis com sucesso, gerando economia e conscientização ambiental.
