Bally Bagayoko, o novo prefeito de Saint-Denis, uma cidade importante perto de Paris, sofreu ataques racistas logo após sua eleição. Ele, que tem 52 anos e é filho de imigrantes, foi alvo de comentários ofensivos em uma TV francesa. Agora, Bagayoko decidiu agir contra o racismo, convocando uma manifestação para mostrar a rejeição a esse tipo de comportamento.
O político, membro do partido França Insubmissa, assumiu a prefeitura de Saint-Denis, uma região com muitos habitantes de origem imigrante. A vitória em primeiro turno o colocou no centro das atenções, mas também o expôs a ataques. A emissora CNews, ligada a um empresário ultraconservador, foi o palco principal de comentários preconceituosos. Diante disso, Bally Bagayoko racismo virou um tema de debate público. Ele fez uma queixa contra a emissora e chamou a população para um grande ato antirracista. A mobilização está marcada para o próximo sábado, às 14h, na escadaria da prefeitura.
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A Reação de Bally Bagayoko contra o Racismo
Em suas redes sociais, Bagayoko explicou o objetivo do encontro. Ele quer que as pessoas se unam para mostrar forte oposição ao racismo, à discriminação e ao ódio. A manifestação também visa combater a islamofobia, o antissemitismo, a extrema direita e a xenofobia. Bally Bagayoko cresceu em Saint-Denis, sendo filho de pais malineses. A cidade é a mais populosa da região Île-de-France, depois da capital Paris. Desde que foi eleito, ele tem enfrentado não só ataques racistas, mas também a divulgação de notícias falsas sobre sua pessoa e suas propostas.
Uma das propostas de Bagayoko gerou bastante discussão: o desarmamento progressivo da polícia municipal. Por conta disso, o prefeito foi acusado de querer afastar funcionários da prefeitura que não concordariam com suas ideias. Durante um programa na CNews, o apresentador questionou um psicólogo convidado se o prefeito estaria “tentando ultrapassar os limites”. O psicólogo respondeu com uma fala que causou indignação, comparando o “Homo sapiens” a “grandes macacos” e a necessidade de um líder estabelecer autoridade em uma “tribo”.
A Repercussão dos Ataques de Racismo na TV
A fala do psicólogo gerou muitas críticas. Mathilde Panot, líder do grupo parlamentar França Insubmissa, classificou a situação como “racismo descarado e sem vergonha”. Um senador comunista chamou o canal de “antro de racismo”, enquanto um deputado do Partido Verde o descreveu como “notícias lixo”. O chefe da organização SOS Racismo também condenou o ocorrido, dizendo que era um “ataque com evidentes conotações racistas”. Portanto, a discussão sobre o Bally Bagayoko racismo ganhou força, mostrando a indignação de diversos setores políticos e sociais.
Além dos ataques racistas, Bagayoko se viu no meio de outra controvérsia. No sábado anterior, o ensaísta Michel Onfray o acusou de ter um comportamento “machista”. A acusação veio depois de o prefeito ter pedido “lealdade” após sua eleição. A CNews, por sua vez, divulgou um comunicado dizendo que “nega formalmente” ter feito comentários racistas. A emissora, que é o principal canal de notícias em audiência na França, alegou que os trechos foram “truncados e retirados de seu contexto”. Contudo, a CNews é constantemente criticada pela Arcom, a autoridade que regula o audiovisual no país, por sua programação.
