O presidente da escola de samba Grande Rio foi alvo de uma operação contra o jogo do bicho

O presidente da escola de samba Grande Rio foi alvo de uma operação contra o jogo do bicho

Uma força-tarefa da Polícia Civil e do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (06), mandados de busca e apreensão mirando o jogo do bicho na Baixada Fluminense, no Rio de Jnaeiro. As investigações apontam que Antônio Jayder Soares da Silva, presidente de honra da escola de samba Grande Rio, comanda uma organização criminosa que explora jogos de azar e lava dinheiro.

O MP-RJ afirma que a contravenção liderada por Jayder expandiu os domínios e atua até em Manaus (AM), onde a empresa Bingo Caxiense do Grande Rio tinha três filiais. A denúncia sustenta que o jogo fora do Estado ajudava a lavar dinheiro. Segundo promotores, Jayder e seus parentes mesclavam o dinheiro obtido das empresas de forma lícita com o recolhido com o bicho e jogos de azar.

A denúncia destaca que em 2012 Jayder recebeu R$ 600 mil de pessoas físicas sem informação de origem. O texto lembra ainda que Leandro, sobrinho do patrono, foi autuado em flagrante em apreensão de maquinário em um bingo eletrônico; Yuri, filho de Jayder, já tinha sido alvo da Operação Dedo de Deus, que há sete anos mirou o jogo do bicho no RJ e no Nordeste.

Equipes chegaram no início da manhã desta quinta à quadra da escola de samba Grande Rio, em Duque de Caxias, e ao galpão da agremiação, na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio. Também ocorreu o bloqueio e o sequestro de bens dos investigados no valor de R$ 20 milhões.

A força-tarefa afirma que o presidente de honra da Grande Rio é responsável por controlar a exploração de jogos de azar em Duque de Caxias. Jayder também figura como sócio de empresas ao lado do filho, Yuri, e do sobrinho, Leandro. Os dois são investigados como braços operacionais da quadrilha na operação de lavagem de dinheiro e no controle financeiro da organização.

Dagoberto é citado como homem de confiança do dirigente e operador das contas bancárias relacionadas às empresas e à escola de samba. Paulo Henrique Melo Rufino é apontado como laranja do grupo e responsável pela lavagem das contravenções penais de jogo do bicho e outros jogos de azar.

A investigação rastreou operações financeiras suspeitas superiores a R$ 100 mil em espécie, além de uma série de operações imobiliárias – artifícios para lavar dinheiro da contravenção.

A assessoria da escola de samba Grande Rio informou que a agremiação vai continuar normalmente com os trabalhos de preparação para o carnaval de 2019.

Fonte: Jornal O Sul