A inflação para o consumidor avançou na primeira semana de julho

A inflação para o consumidor avançou na primeira semana de julho

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 1,01% na primeira semana de julho, 0,18 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana anterior, de acordo com dados foram divulgados nesta segunda-feira (09) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (1,59% para 1,17%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -1,90% para -10,27%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (1,93% para 1,75%), Transportes (1,25% para 0,98%), Vestuário (0,20% para -0,26%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,35%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens tarifa de eletricidade residencial (8,83% para 7,74%), gasolina (4,12% para 2,41%), roupas (0,26% para -0,33%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,67% para -0,71%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,28% para 0,76%), Comunicação (0,32% para 0,42%) e Despesas Diversas (0,15% para 0,18%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens passagem aérea (7,20% para 19,90%), mensalidade para internet (0,67% para 0,99%) e serviço religioso e funerário (0,62% para 0,91%).

O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), segundo a FGV, foi de 1,48% em junho, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando chegou a 1,64%. Com esse resultado, o índice acumula alta de 5,45% no ano e de 7,79% em 12 meses. Em junho de 2017, o índice havia caído 0,96% e acumulava queda de 1,51% em 12 meses.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) passou de 2,35% em maio para 1,67% em junho. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais avançou de 1,05% em maio para 2,02% em junho. O principal responsável por esse movimento foi o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 1,39% para 5,52%. O índice de Bens Finais, que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 2,13% em junho, após registrar alta de 0,62% em maio.

O índice do grupo Bens Intermediários variou 1,96% em junho, contra 3,30% no mês anterior. O principal responsável por essa desaceleração foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de 10,60% para -1%. O índice de Bens Intermediários, calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 2,50% em junho, ante 2,06% no mês anterior.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a variação foi de 0,89% em junho. Em maio, a taxa havia sido de 2,80%. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (7,76% para -0,17%), soja em grão (2,98% para -2,77%) e milho em grão (5,59% para -0,94%). Em sentido oposto, vale citar aves (7,32% para 22,98%), cana-de-açúcar (-3,40% para -1,60%) e bovinos (-2,02% para -0,07%).

Fonte: Jornal O Sul