Um engenheiro suspeito de matar a ex-namorada brasileira na Austrália foi preso no Rio de Janeiro

Um engenheiro suspeito de matar a ex-namorada brasileira na Austrália foi preso no Rio de Janeiro

O engenheiro suspeito de matar a ex-namorada brasileira na Austrália foi preso nesse fim-de-semana no Rio de Janeiro. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil fluminense. Mário Marcelo Ferreira dos Santos, 40 anos, estava foragido e foi localizado por agentes da 18ª Delegacia de Polícia na residência de familiares, em Botafogo, na Zona Sul da cidade.

Os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva, que foi expedido pela 2ª Vara Criminal da capital na última quarta-feira. De acordo com a delegada Elisa Borboni, titular da 18ª Delegacia de Polícia, a prisão ocorreu após amplo trabalho investigativo.

Santos é acusado de ter assassinado Cecília Hadadd, 38 anos, em maio deste ano. O corpo foi encontrado no dia 29 de abril, no rio Lane Cover, em Sidney, cidade australiana onde a vítima morava. Acionada pela família, a Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro deu início às investigações. Além de ouvir familiares, houve a análise pericial. Dessa forma, foi possível comprovar a morte de Cecília por asfixia mecânica por constrição do pescoço (ou seja, estrangulamento) e chegar ao autor do assassinato, que já foi denunciado pelo crime de feminicídio. Antes de ser encontrado e preso em Botafogo, o engenheiro foi alvo de buscas pelas equipes de investigadores em sua casa e na residência dos pais dele, na Avenida Atlântica, no bairro de Copacabana.

Além de ouvir familiares, houve a análise pericial. Dessa forma, foi possível comprovar a morte de Cecília por asfixia mecânica por constrição do pescoço (ou seja, estrangulamento) e chegar ao autor do assassinato, que já foi denunciado pelo crime de feminicídio.

Ele foi encaminhado para a delegacia, onde foi feita uma avaliação de seu perfil e tomado o depoimento. Durante a prisão, ele não apresentou resistência. “Acabei com a minha vida”, limitou-se a dizer aos agentes. De acordo com um de seus advogados, no entanto, Santos é inocente.

As investigações apontaram Santos como autor do crime. A Delegacia de Homicídios foi acionada, no início de maio de 2018, pela família da vítima, que teria sido morta no dia 28 ou 29 de abril em Sydney.

A Polícia Civil ouviu familiares da advogada e providenciou análise pericial de alguns documentos fornecidos pela família de Cecília. No início das diligências, a Interpol brasileira à unidade australiana para que fossem providenciadas informações sobre o caso no outro país.

Na denúncia, o Ministério Público brasileiro relatou que “o denunciado buscou escapar da Justiça australiana embarcando para o Brasil logo após os fatos, ciente da impossibilidade de extradição de nacional brasileiro”. O documento revela, ainda, que Mário possui dupla nacionalidade italiana.

A morte provocou a indignação de amigos e familiares que fizeram uma campanha nas redes sociais para que o paradeiro de Santoro fosse descoberto. A atriz Daniele Suzuki, amiga de infância da vítima, chegou a usar o seu perfil na rede social Instagram para compartilhar uma foto do suspeito, junto com uma mensagem de repúdio.

Cecilia havia se mudado para a Austrália em 2007, a fim de trabalhar como gerente da cadeia de suprimentos para o centro de operações remotas integradas da BHP na região da Austrália Ocidental, antes de se mudar para o Estado de Nova Gales do Sul em 2016. Pouco tempo antes de ser assassinada, ela tinha aberto a própria empresa de consultoria.

Fonte: Jornal O Sul